Governador Tarcísio de Freitas anuncia linha de crédito para empresas de setores afetados pelo tarifaço de Trump, em Sorocaba (SP) TV TEM/Reprodução O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou que vai ofertar uma linha de crédito para as empresas dos setores afetados pelo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, nesta quinta-feira (24). Tarcísio fez o anúncio durante uma coletiva de imprensa, realizada após o evento da “Caravana 3D”, em Sorocaba (SP), que liberou aproximadamente R$ 800 milhões em investimentos para a região, nas áreas da saúde, educação, habitação e infraestrutura urbana. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Segundo o governador, foi realizado um aumento no fundo garantidor para poder dar este crédito às empresas. A linha de crédito terá juros subsidiados, de R$ 0,27 ao mês, mais o valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com um ano de carência e seis anos para pagar. “Nossa ideia é dar suporte para as empresas que vão precisar de recurso neste momento. E a gente vai fazer uma grande liberação de crédito de ICMS acumulado, como os créditos são acumulados, geralmente, pelos exportadores a nossa ideia é fazer essa liberação. Vamos começar com R$ 1 bilhão podendo também evoluir e chegar a um valor a mais”, disse. Tarcísio também destacou que outras medidas para diminuir os prejuízos do tarifaço estão sendo estudadas em parceria com parlamentares e empresas americanas. “A gente sabe o quanto essas tarifas vão ser prejudiciais para as nossas empresas, para os nossos produtores rurais. (…) A gente está falando de produtores que, na maioria das vezes, são cooperados. A gente sabe que é muito ruim para nossa economia. A gente tem feito simulações, a depender do quanto a gente vai perder de exportações em função dessas tarifas, o quanto se pode mexer na massa salarial, no PIB, nos empregos e os números são muito ruins”, enfatizou. O governador ainda pontou que o governo vai se esforçar para contrapor o movimento do tarifaço, em termos de negociação. De imediato, haverá a liberação de um pedido de crédito de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a liberação da linha de crédito subsidiada para ajudar as empresas que vão passar por estas dificuldades. Tarifaço O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou, no dia 9 de julho, uma carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. Ao justificar a elevação da tarifa sobre o Brasil, Trump citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). Após o anúncio, o presidente Lula afirmou que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e que o aumento unilateral de tarifas sobre exportações brasileiras será respondido com base na Lei da Reciprocidade Econômica. A possível cobrança da tarifa de 50% para os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos tem exigido planejamentos e novas estratégias ao setor. A tarifa anunciada passa a valer a partir de 1º de agosto. Segundo o documento, a tarifa será aplicada sobre “todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os EUA”, separadamente das tarifas setoriais existentes. Produtos como o aço e o alumínio, por exemplo, já enfrentam tarifas de 50%, o que tem impactado diretamente a siderurgia brasileira. Lei da Reciprocidade O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou no dia 14 de julho o decreto que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade. A medida é apontada como alternativa para o Brasil reagir ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O decreto vai estabelecer os procedimentos que devem ser adotados para a aplicação da lei e cria um comitê formado por representantes do governo e empresários para discutir o tarifaço. A Lei da Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso Nacional em abril deste ano. Antes da lei, não havia um arcabouço que permitia ao governo retaliar outro país por medidas dessa natureza — somente recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC). O decreto foi publicado na edição do dia 15 de julho do Diário Oficial da União. O governo não divulgou o conteúdo. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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