Flutuantes no Tarumã, em Manaus Rede Amazônica O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) determinou que a Prefeitura de Manaus apresente, em até 30 dias úteis, um plano detalhado para a retirada dos flutuantes irregulares do Igarapé do Tarumã-Açu, na Zona Oeste da capital. A decisão, da Vara do Meio Ambiente e datada de 7 de junho, exige um cronograma de execução com estudo de viabilidade financeira. Caso a medida não seja cumprida, o município pode ser multado em até R$ 500 mil. O Governo do Amazonas também foi intimado a informar se há planos de manejo para as bacias hidrográficas dos rios Tarumã-Açu e Puraquequara. Já o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) deverá apresentar dados sobre a qualidade da água e índices de coliformes na região. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O g1 procurou a Prefeitura de Manaus, o Governo do Estado e o Ipaam para saber quais providências serão tomadas diante da decisão judicial, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A medida, segundo a Justiça, tem como objetivo garantir o uso sustentável dos recursos hídricos e combater a poluição no Tarumã, que já registrou níveis de contaminação acima do permitido. Defensoria tenta evitar remoção Apesar da decisão judicial, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) tenta garantir a permanência de flutuantes nas calhas dos rios Tarumã e Tarumã-Açu. Segundo a DPE-AM, os flutuantes são utilizados tanto como moradia quanto para atividades econômicas, e a retirada pode gerar impactos sociais e econômicos para famílias e empreendimentos da região. O órgão informou que solicitou a suspensão da decisão que determina a remoção dos flutuantes irregulares. Defensoria analisa impactos da possível retirada de flutuantes no Tarumã e Tarumã-Açu Situação atual da retirada dos flutuantes do Tarumã O Ministério Público do Amazonas (MPAM) pediu que a verba para retirar os flutuantes da orla do Tarumã-Açu seja incluída no orçamento da prefeitura. O pedido foi feito em janeiro de 2025 pela promotora Lilian Stone. Em março de 2023, a Justiça suspendeu a ordem de remoção dos flutuantes. Em maio de 2023, o juiz autorizou a retomada do plano de remoção. Em junho de 2023, a prefeitura solicitou ajuda financeira para continuar as remoções. A ação foi suspensa novamente pela vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Joana Meireles. O procurador do município explicou que a prefeitura arcaria com todos os custos da operação, incluindo equipamentos, transporte e alimentação. A promotora Lilian Stone reforça que os recursos para a retirada devem estar previstos no orçamento municipal. Ela também exige que a prefeitura cumpra a decisão judicial e comece a retirada dos flutuantes, apresentando provas do andamento do trabalho. Caso isso não aconteça, a promotora pede cronogramas e relatórios periódicos para acompanhar o cumprimento da medida. Flutuantes do Tarumã, em Manaus. Janailton Falcão/Amazonastur
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