A miocardiopatia hipertrófica, caracterizada pelo espessamento do músculo cardíaco, requer um tratamento medicamentoso específico para controlar seus efeitos no organismo. O principal desafio é lidar com a hipercontração e o relaxamento mais lento do coração, sintomas típicos desta condição.
Durante o CNN Sinais Vitais desta semana, os especialistas Fábio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), e Otávio Rizzi Filho, professor de cardiologia da Universidade de Campinas (Unicamp),explicam que para pacientes que começam a apresentar sintomas, os médicos geralmente prescrevem beta-bloqueadores, medicamentos que atuam diminuindo tanto a frequência cardíaca quanto a força de contração.
Em alguns casos, bloqueadores de cálcio também podem ser utilizados como parte do tratamento.
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Inovações no tratamento
Atualmente, existem medicações mais modernas que agem diretamente na miosina cardíaca, a proteína responsável pela produção de energia nas células do coração. Estes medicamentos têm demonstrado resultados promissores, reduzindo não apenas a força de contração, mas também melhorando o relaxamento do músculo cardíaco.
Estudos recentes indicam que estas novas drogas podem diminuir o gradiente cardíaco e melhorar os níveis de biomarcadores relacionados à insuficiência cardíaca. Além disso, exames de ressonância magnética têm demonstrado redução no grau de hipertrofia e no tamanho do átrio esquerdo.
Alternativas cirúrgicas
Em casos onde os medicamentos não são bem tolerados, devido a efeitos colaterais como pressão baixa, pode ser necessário recorrer a terapias de redução da parede septal.
A miectomia, procedimento cirúrgico que remove parte do músculo do septo, é considerada a opção mais tradicional, permitindo restaurar a via de saída do ventrículo esquerdo e melhorar a dinâmica da válvula mitral.
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