A Aegea aumentou sua presença no Pará nesta terça-feira (5) ao vencer sozinha a segunda tentativa de leilão do bloco C de ativos de saneamento no Estado, ofertando praticamente o valor mínimo de outorga previsto no edital.
A Aegea ofertou lance de R$ 400,6 milhões ante um mínimo de R$ 400 milhões.
O leilão foi realizado depois que o governo paraense tentou vender o bloco em abril, mas o lote acabou sendo excluído da disputa na ocasião por falta de interessados.
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Diferente da primeira tentativa, no certame desta terça-feira (5), o governo estadual dividiu a outorga em parcelas a serem pagas ao longo de 20 anos, segundo dados do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal.
O bloco C envolve 27 cidades – que reúnem uma população de cerca de 800 mil pessoas – e requer investimentos de R$ 3,6 bilhões.
O contrato tem prazo de 40 anos, mas a obrigação do grupo vencedor é ampliar o acesso à água para 99% da população da região até 2033 e elevar o índice de atendimento por redes de esgoto a 90% até 2039. Além disso, o grupo terá que reduzir as perdas de água.
No leilão de abril, a Aegea, uma investida da Itaúsa, também saiu vencedora, obtendo contratos de todos os três blocos ofertados e ofertando um ágio de 12% sobre o principal deles, que tinha outorga mínima de R$ 1 bilhão.
O Pará, que está assentado sobre a maior bacia hidrográfica do mundo, tem uma cobertura de serviços de tratamento de esgoto de apenas 8,5%, um dos piores índices do país.
Na capital, Belém, que segue sendo sede da conferência sobre mudanças climáticas COP30, em novembro deste ano, a cobertura da rede de coleta e tratamento de esgoto não passa de 15%, segundo dados do BNDES.
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