Ruanda chegou a um acordo com o governo Trump para acolher migrantes deportados dos Estados Unidos nesta terça-feira (5).
À CNN, a porta-voz de Ruanda, Yolande Makolo, afirmou que o país concordou em aceitar até 250 migrantes dos EUA.
A medida acontece em meio à pressão da Casa Branca sobre governos africanos. Agora, o país passa a ser a terceira nação a aceitar os migrantes.
Imigrantes deportados pelos EUA, originalmente de outros países, foram enviados anteriormente para o Sudão do Sul e Eswatini (anteriormente conhecida como Suazilândia); um porta-voz do Departamento de Segurança Interna chamou ambos os grupos de criminosos “bárbaros”.
Cada um dos migrantes devem passar por uma análise individual de reassentamento em Ruanda. Segundo a porta-voz do país, uma vez aprovados, os migrantes, “receberão formação profissional, cuidados médicos e apoio habitacional para recomeçarem as suas vidas no Ruanda”.
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Ruanda, uma nação com menos de 15 milhões de pessoas, não é estranha aos acordos para receber deportados de terceiros países em seu território.
Anteriormente, a organização firmou parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) para abrigar temporariamente requerentes de asilo e refugiados evacuados da Líbia, país do norte da África, com quase 3 mil chegadas registradas entre 2019 e 2025, segundo a organização da ONU.
O líder americano, Donald Trump, lançou uma repressão abrangente à imigração e tentou congelar o programa de reassentamento de refugiados dos EUA após o início de seu segundo mandato em janeiro.
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