O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu esclarecimentos à Prefeitura de Diadema sobre a compra sem licitação de um drone avaliado em R$ 365.313,60. O equipamento tem capacidade de lançar bombas de gás lacrimogêneo. A intenção é combater “bailes funk”.
A Prefeitura de Diadema informou que ainda não foi notificada pelo Ministério Público, e por isso, irá aguardar a notificação antes de se pronunciar. A administração alega ainda que o drone tem outras funcionalidades além da emissão de gás lacrimogêneo e que será utilizado exclusivamente em situações extremas.
A gestão do prefeito Taka Yamauchi (MDB) justificou que a contratação foi realizada por inexigibilidade de licitação, pois apenas um fornecedor poderia atender a demanda por se tratar de uma tecnologia única no Brasil.
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O equipamento faz parte do programa Diadema Segura. Com o novo equipamento, a prefeitura pretende aumentar o combate aos “pancadões”, nome dado às festas periféricas que usam diversos sistemas de som em volume alto.
“Além do barulho excessivo e do desrespeito às regras de convivência, essas aglomerações frequentemente estão associadas à comercialização de produtos ilícitos, consumo de drogas e outras práticas que colocam em risco a segurança dos moradores”, explica a prefeitura.
A aquisição do drone da empresa Condor S/A Indústria Química consta do site da Transparência da Prefeitura de Diadema.
Drone de gás lacrimogêneo será usado em bailes funk de São Paulo | CNN 360º
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