Sidney Oliveira, o rosto conhecido por trás da Ultrafarma, uma das maiores redes de farmácias do país, foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O empresário, famoso por popularizar o conceito de “remédio barato”, é um dos alvos da Operação Ícaro, que investiga um suposto esquema de corrupção que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propina para um auditor fiscal.
A trajetória de Oliveira é relatada pelo empresário em diversos depoimentos, que contam sua origem humilde no Paraná. Sidney é o mais velho de 11 filhos, e relata que começou a trabalhar aos sete anos como engraxate. Aos 17 anos, ele conta que adquiriu seu primeiro posto de medicamento e, pouco depois, mudou-se para São Paulo, onde o potencial de mercado era maior.
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Em 2000, fundou a Ultrafarma, mudando a dinâmica do setor farmacêutico com uma agressiva política de preços baixos. Segundo ele, a estratégia consiste em negociar diretamente com os laboratórios, eliminando intermediários para garantir custos menores e repassar a economia aos consumidores. A inspiração, relatava, veio da dificuldade que seu pai enfrentava para comprar medicamentos.
Sob o comando de Sidney Oliveira, a Ultrafarma expandiu seus negócios para além da venda de medicamentos. A empresa se tornou uma das líderes nacionais na venda de vitaminas e suplementos.
O modelo de licenciamento da marca “Sidney Oliveira” também foi implementado, permitindo que farmácias independentes usem a bandeira para ter acesso a preços competitivos.
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Acusações e crimes investigados
A Operação Ícaro, deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos), apura um esquema no qual um fiscal da Fazenda estadual teria recebido vantagens indevidas para favorecer empresas do varejo. Além de Sidney Oliveira, Mario Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, e o auditor fiscal também foram presos.
Veja imagens da operação
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Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) • Reprodução
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A ação, nomeada Operação Ícaro, visa desarticular um sofisticado esquema de corrupção que envolvia auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado • Reprodução
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Segundo as investigações do MP, o esquema já teria rendido mais de R$ 1 bilhão em propina para um fiscal de tributos • Reprodução
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Na mesma ação, Mario Otávio Gomes, diretor estatuário da rede Fast Shop, também foi preso2. A Operação Ícaro foi deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) com apoio da Polícia Militar • Reprodução
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A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo com decisões fiscais irregulares em troca de vantagens indevidas • Reprodução
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O fiscal, apontado como principal operador, teria manipulado processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários das empresas. Os envolvidos poderão responder por corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A CNN tenta contato com as defesas dos empresários e das empresas para um posicionamento.
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