O presidente-executivo da Natura, João Paulo Ferreira, afirmou nesta terça-feira (12) que os trabalhos para separação ou venda da Avon International e a Avon América CARD (Central e República Dominicana) avançaram de forma significativa nos últimos meses.
“Nossos auditores ratificaram a classificação desses ativos como mantidos para venda dadas as evidências de alta probabilidade de uma conclusão desses processos em até 12 meses”, afirmou o executivo, em teleconferência com analistas sobre o balanço do segundo trimestre divulgado na véspera.
A Natura informou na terça-feira que a Avon International e a Avon América Central e República Dominicana (CARD) foram reclassificadas como ativos mantidos para venda no segundo trimestre. Em 2024, eram citadas como operações descontinuadas.
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“Acreditamos que os movimentos incrementais de simplificação da Natura no segundo trimestre indicam uma possível venda iminente da Avon International”, afirmaram analistas do JPMorgan em relatório a clientes, citando que isso acabou ofuscando o Ebitda abaixo do esperado pelo mercado.
No segundo trimestre, o Ebitda recorrente da Natura somou R$ 795,6 milhões, alta de 4,5% ano a ano, enquanto a receita líquida recuou 1,7%, para R$ 5,7 bilhões, também menor do que previsões de analistas.
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