A Polícia Civil da 64ª DP (São João de Meriti) prendeu quatro homens e apreendeu dois menores, nesta terça-feira (12), durante uma operação na comunidade Caixa d’Água, em Vila Tiradentes, na Baixada Fluminense. A ação foi realizada para checar informações sobre possíveis suspeitos do ataque à sargento da Marinha Juliana da Silva Oliveira Pessoa, de 37 anos, baleada no domingo (10). Ela está grávida de 4 meses e segue em estado gravíssimo no Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. Segundo a Polícia Civil, os detidos não têm envolvimento com o crime contra a militar, mas fazem parte do tráfico de drogas que atua na região. Durante a operação, os agentes apreenderam um revólver, drogas e radiotransmissores. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Juliana foi baleada ao passar de carro por São João de Meriti. Uma câmera de segurança registrou o momento que dois homens de moto se aproximam do veículo e fazem o disparo. O bebê não foi atingido. A militar estava no banco do carona, e o marido, ao volante. Atrás, estavam a sogra de Juliana, Mariana, sua irmã, e o cunhado. A família tinha ido a São João de Meriti para comemorar o Dia dos Pais. Após o almoço, Juliana e o marido foram deixar a irmã e o cunhado na Rua Tibet, em Vilar dos Teles — e de lá iriam para Jacarepaguá, onde moram. Família pede doações de sangue para sargento da Marinha grávida de 4 meses que foi baleada em São João de Meriti Por volta das 15h, quando pararam o carro para que os passageiros descessem, Juliana percebeu a aproximação de uma moto e alertou o marido. Enquanto os parentes abriam a porta, o garupa da moto atirou em direção à janela do motorista, e os dois bandidos fugiram sem levar nada. “Antes deles se aproximarem, ela alertou sobre esses suspeitos. O marido dela foi saindo, chegou a passar dos bandidos e mesmo assim eles atiraram. Foi tudo muito rápido. O marido não chegou a arrancar, apenas foi saindo e aconteceu isso. Não deu tempo de anunciarem o assalto”, disse a testemunha. Câmera de segurança flagrou o momento que a militar da Marinha foi atingida Reprodução/TV Globo Já com Juliana baleada, o marido seguiu viagem. “[Após o disparo] Tentamos falar com eles. Mas só após 30 minutos ficamos sabendo do que tinha acontecido [que Juliana havia sido alvejada]. Corremos para o hospital e vimos que o carro estava completamente sujo de sangue e que a situação era muito mais complexa”, disse o cunhado. “Por conta da situação, ela foi levada transferida e ficamos sabendo que ela teve 5 perfurações pelo corpo.” Juliana da Silva Oliveira Pessoas tem 37 anos e está grávida de 6 meses Reprodução A cabeleireira Eliane Oliveira, mãe de Juliana, disse que soube do caso pelo genro. “Mariana e meu genro desceram e, quando estavam entrando em casa, foi quando tudo aconteceu. Mariana viu quando a moto parou perto do carro e já atiraram. Ela ainda ouviu o barulho do tiro. Eles não falaram nada. Eles não ouviram nada de assalto. Pararam perto do carro e atiraram”, disse. Agentes da 64ª DP (Vilar dos Teles), que investigam o caso, apuram se a militar foi alvo de uma tentativa de homicídio ou de assalto. A direção do Hospital Adão Pereira Nunes informou que, Juliana chegou entubada à unidade às 18h25 com perfurações de arma de fogo na região pélvica e na perna esquerda. Ainda de acordo com o hospital, a militar passou por cirurgia após um exame de imagem revelar um sangramento ativo e diversos ramos arteriais e venosos lesionados. Ela segue internada no CTI, entubada, e em estado gravíssimo. A Marinha do Brasil ainda não comentou o caso.
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