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Governo Trump critica Lula, chama Moraes de 'censor' e diz que situação dos direitos humanos no Brasil se deteriorou

Montagem com fotos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Gustavo Moreno/STF e Evelyn Hockstein/Reuters Os Estados Unidos afirmam que situação dos direitos humanos no Brasil “se deteriorou” em um relatório divulgado nesta terça-feira (12). O documento, elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA sobre os direitos humanos pelo mundo, também critica a Europa e afirma que não há “abusos significativos de direitos humanos” em El Salvador. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um dia antes da divulgação oficial do relatório, nesta segunda-feira (11), o jornal americano “The Washington Post” publicou trechos que mostravam que o documento iria criticar o governo brasileiro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por uma suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. No último dia 30 de julho, o governo Trump sancionou Moraes com a Lei Magnitsky, que impõe sanções econômicas a estrangeiros acusados pela Casa Branca de violações graves contra os direitos humanos. O criador da Lei Magnitsky foi contra a aplicação do dispositivo contra o juiz do STF. Entenda o que é a Lei Magnitsky Relatório de Biden considerou eleições justas O governo Trump vê Bolsonaro e sua família como aliados, e Trump já afirmou diversas vezes que vê os processos movidos contra o político do PL como uma “caça às bruxas”. No STF, o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições para Lula (PT) em 2022. No relatório de 2024, produzido pela gestão do democrata Joe Biden e relativo aos acontecimentos de 2023 ou anteriores, as eleições presidenciais brasileiras foram amplamente consideradas justas e livres de abusos ou irregularidades. O relatório menciona pontos de atenção em relação ao processo eleitoral no Brasil, como assédio eleitoral e tentativas de interferências de organizações criminosas, como redes de tráfico ou milícias, no voto de moradores de certas comunidades. O documento fala especificamente sobre o aumento nas inspeções da Polícia Rodoviária Federal em ônibus públicos no Nordeste nas eleições presidenciais de 2022, num suposto movimento para dissuadir o voto em uma região com maior presença de eleitores de Lula. Além disso, o documento de 2024 cita outras preocupações com os direitos humanos no Brasil, como más condições prisionais, prisões arbitrárias, restrições à liberdade de expressão, corrupção em diferentes esferas de governo, violência de gênero, violência contra afro-brasileiros e povos indígenas e violência contra pessoas LGBTQIA+.

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