O ministro do Empreendedorismo Márcio França disse, em visita à maior feira de bioenergia do país no interior de São Paulo nesta terça-feira (12), que a resposta do governo brasileiro ao tarifaço de Trump deve priorizar principalmente as pequenas empresas e os produtos perecíveis, sobretudo nas compras públicas para escolas e presídios. “A gente separou as emergências do grau daquelas coisas que são perecíveis, para serem tratadas mais depressa, dos pequenos empreendedores até os maiores, e lamentavelmente vamos ter que tomar providências, dentre elas evidentemente gastar, porque faz parte da tarefa de um país socorrer as pessoas nos momentos mais difíceis, especialmente peixes, camarão, muito no Norte, Nordeste, frutas in natura”, disse. Como adiantou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as compras públicas estão entre as linhas de atuação da medida provisória a ser implementada por Lula em resposta aos EUA. O pacote, que tinha previsão de ser anunciado nesta terça-feira, também inclui análise tributária das empresas afetadas e financiamentos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Ministro Márcio França, na Fenasucro, em Sertãozinho (SP). Jefferson Neves/EPTV Nesse contexto, França, que esteve na Fenasucro, em Sertãozinho (SP), representando o vice-presidente Geraldo Alckmin, acrescentou que haverá subsídios aos empresários, nos mesmos moldes dos que foram adotados às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. LEIA TAMBÉM ‘Tarifaço’ derruba 10% de faturamento em confinamento de gado do interior de SP e afeta exportação de carne bovina Tarcísio e Alckmin cancelam participação em feira de bioenergia em Sertãozinho, SP Fenasucro projeta R$ 13 bilhões em negócios e mercado de bioenergia impulsionado por inovação Fenasucro 2025: lideranças do setor sucroenergético defendem ainda mais etanol na gasolina “No Rio Grande do Sul, das 38 mil empresas que fecharam, nós abrimos 37 mil. A gente empresta R$ 100 mil lá e a pessoa sai devendo do banco R$ 60 mil”, exemplificou. As medidas ocorrem depois que Trump anunciou uma tarifa de 50% para a importação de produtos brasileiros, válida desde 6 de agosto. Entre os motivos, o presidente norte-americano citou processos da Justiça brasileira contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que responde a processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Presidente dos EUA, Donald Trump Casa Branca dos EUA/Reprodução Prejuízos também serão sentidos lá, diz ministro Durante a visita, Márcio França mencionou que o tarifaço de Trump deve causar um prejuízo de R$ 18 bilhões ao país, e que as primeiras medidas visam dar um fôlego para os mais vulneráveis. Por outro lado, ele citou que os consumidores norte-americanos também devem sentir os impactos, o que deve resultar em uma pressão interna contra o presidente dos Estados Unidos. “A gente acha que 60 dias é um tempo razoável para que eles também sintam na pele lá, porque nos Estados Unidos, é preciso que todo mundo entenda, que cada família vai aumentar 2,4 mil dólares por mês de custo. E aí também ele vai sofrer a pressão necessária. Mas até lá nós vamos ajudar esses pequenos que às vezes não têm folego para chegar lá na frente.” Resposta a tarifaço tratará de financiamento, impostos e compras públicas, diz Haddad Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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