A família de Djonatan Patrick da Silva Oliveira, de 20 anos, morto ao tentar conter o atirador que matou a ex-companheira e o pai dela na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre, informou que ele teve os órgãos doados. O jovem estava hospitalizado desde domingo (10), em estado grave. Nesta terça-feira (12), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte encefálica.
No último domingo, Djonatan passou pelo local do crime e tentou intervir no ataque para ajudar as outras vítimas, mas acabou baleado.
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Relembre o crime
Uma mulher e o pai dela foram mortos a tiros, na tarde de domingo (10), na Ilha Grande dos Marinheiros, em Porto Alegre (RS). O ex-companheiro da vítima é apontado como autor do crime.
Segundo a Polícia Civil, Sheila Lopes da Silva, de 41 anos, teria ido até a casa do pai, Rogério Santos da Silva, de 61 anos, para passarem o Dia dos Pais juntos.
Conforme a investigação policial, Rogério era vizinho do ex-companheiro de Sheila, identificado como Paulo Fernando Rodrigues, de 56 anos. O agressor teria chegado ao local e tentado levar a vítima, puxando-a pelo cabelo.
A polícia diz que a mãe de Sheila tentou intervir, e o agressor efetuou disparos que atingiram o chão. Em seguida, efetuou novos disparos, que atingiram a cabeça de Sheila. O pai dela também tentou intervir e foi baleado.
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Ainda, Djonatan Patrick da Silva Oliveira, de 20 anos, foi baleado durante o crime. Ele morreu dois dias depois. O jovem seria um vizinho que tentou socorrer as vítimas.
A Polícia Civil informou que o agressor tentou cometer suicídio após os três assassinatos, mas não corre risco de morte. Ele está no hospital sob custódia e deve ser levado ao sistema prisional quando receber alta.
Rodrigues foi atuado em flagrante pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado, e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
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