A taxa Selic deve começar a cair em dezembro deste ano ou janeiro de 2026, e seguir percurso descendente ao longo do próximo ano, avalia André Esteves, sócio controlador do BTG Pactual, nesta quarta-feira (13).
Em fala no Agroforum, evento do banco para profissionais e investidores do setor, o banqueiro afirmou que o patamar elevado dos juros no Brasil é cortesia de uma descoordenação entre a política fiscal e monetária do país.
No final de julho, o BC (Banco Central) decidiu manter a Selic em 15%, consolidando o país como dono do 2º maior juro real do mundo.
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Para Esteves, o monetário está muito apertado; o fiscal, muito solto.
“A analogia que gosto de usar é: [o Brasil] é um carro onde um pé se está pisando no acelerador; o outro, no freio. O carro não é funcional”, disse.
Isso causa um exagero no juro real brasileiro, que custa a todos — bancos inclusos. “Há um falso dilema de que juros altos são bons para os bancos. Não é não. É ruim para todo mundo”, argumenta.
A boa notícia, na visão do executivo, é a perspectiva de queda da taxa.
Segundo ele, o BC tem feito um bom trabalho combatendo a inflação, cuja expectativa para ano que vem tem caído semana a semana. Como a política monetária da autoridade se baseia em previsões de 2026 e 2027, “parece que a gente está ganhando a batalha”, disse Esteves.
“O BC está esta mostrando sua independência ao menos no campo monetário, o que acho muito bom. Está tendo efeito”.
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