Donald Trump manifestou interesse em realizar um segundo encontro com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, caso a primeira reunião com o líder russo tenha resultados positivos. No entanto, especialistas expressam ceticismo quanto aos possíveis desdobramentos dessas conversações. A análise é de Fernanda Magnotta no CNN 360°.
Fernanda Magnotta destaca que não há clareza sobre os resultados da conversa entre Trump e Putin. Nos corredores de Washington, mesmo com o otimismo demonstrado por Trump sobre o agendamento, a expectativa permanece controlada, especialmente devido a compromissos anteriores que não foram cumpridos pelo lado russo.
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As exigências russas apresentam-se como principais entraves para um possível acordo. O governo russo mantém duas condições consideradas inegociáveis: a cessão de territórios na região fronteiriça, particularmente em Donetsk, e o compromisso de que a Ucrânia não se una à OTAN no futuro.
Zelensky, por sua vez, rejeita categoricamente essas condições desde o início das negociações. O líder ucraniano considera que ceder territórios representaria não apenas uma vitória do agressor, mas também violaria a constituição ucraniana. A questão da não adesão à OTAN significaria abrir mão das garantias de segurança buscadas pela Ucrânia desde o início do conflito.
Em paralelo às tentativas de mediação, o governo americano desenvolve estratégias alternativas caso o cessar-fogo não seja alcançado. Entre as medidas em consideração estão sanções de mais de 500% sobre a energia russa, incluindo punições secundárias para compradores, além da expansão de sanções financeiras e restrições à indústria militar e de defesa.
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