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Campo Grande tem 5º maior custo da cesta básica entre as capitais brasileiras

Os dados, divulgados nesta terça-feira (8), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontam um aumento de 0,46% no preço da cesta básica entre maio e junho de 2025, comprometendo 56% do salário mínimo líquido. DIEESE divulgou a variação de preços de itens da cesta básica Reprodução A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), apontou que Campo Grande (MS) registrou a quarta maior alta no custo da cesta básica entre as capitais brasileiras. Com isso, ocupa a quinta posição entre as capitais com o maior custo do conjunto de alimentos essenciais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Os dados, divulgados nesta terça-feira (8), apontam um aumento de 0,46% no preço da cesta básica na capital entre maio e junho de 2025, ficando atrás apenas de Porto Alegre, Florianópolis e Fortaleza. Confira abaixo: Porto Alegre (RS): 1,50% Florianópolis (SC): 1,04% Fortaleza (CE): 0,91% Campo Grande (MS): 0,46% No acumulado entre dezembro de 2024 e junho de 2025, Campo Grande apresenta uma alta de 2,94% no valor da cesta básica. O levantamento também aponta que Campo Grande teve o quinto maior custo da cesta entre as capitais brasileiras em junho de 2025. Veja abaixo quanto custou a cesta básica em Campo Grande em junho de 2025: São Paulo: R$ 882,76 Florianópolis: R$ 867,83 Rio de Janeiro: R$ 843,27 Porto Alegre: R$ 831,37 Campo Grande: R$ 793,02 O custo da cesta básica em Campo Grande representa 56% do salário mínimo líquido, segundo o DIEESE. Salário mínimo necessário O DIEESE calcula o valor do salário mínimo necessário para manter uma família, com base na cesta mais cara e na determinação constitucional de que o mínimo deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em junho de 2025, o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.416,07, o equivalente a 4,89 vezes o valor atual, de R$ 1.518,00, segundo a pesquisa. Itens da cesta básica Em junho, os preços da farinha de trigo e da banana não variaram em Campo Grande. A farinha seguiu estável em alta, com média de R$ 4,53, enquanto a banana manteve tendência de queda, com média de R$ 11,49. Em 12 meses, as duas apresentaram alta de 12,96% e 7,39%, respectivamente. O pão francês teve leve aumento em junho (0,80%) e acumulou alta de 7,66% em 12 meses. No semestre, o preço médio subiu para R$ 17,13, contra R$ 16,15 em 2024. Entre os derivados, o leite subiu 0,34%, passando de R$ 5,83 em janeiro para R$ 5,88 em junho na capital. A manteiga manteve a queda (-3,01%), com o preço da embalagem de 200 g caindo de R$ 14,05 para R$ 13,42 no semestre. O café registrou sua sexta alta seguida em junho, com aumento de 3,32% e variação acumulada de 113,14% em 12 meses. Já o açúcar cristal subiu 1,75%, mantendo oscilação. Os alimentos in natura seguiram em direções opostas: a batata teve queda de 0,88%, enquanto o tomate subiu 6,54% em junho. Nos seis primeiros meses do ano, a batata oscilou entre três quedas e três altas, já o tomate subiu cinco vezes. O feijão carioquinha teve o segundo aumento no ano (1,18%), mas acumula queda de 9,71% em 12 meses: de R$ 7,62 em junho de 2024 para R$ 6,88 em 2025. Entre os alimentos com queda em junho em Campo Grande estão: arroz agulhinha (-4,68%), carne bovina (-0,34%) e óleo de soja (-1,17%). Em 12 meses, apenas o arroz teve queda significativa, de 20,87%. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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