Técnico em enfermagem Thiago Wilker, o piloto e um auxiliar que estavam no helicóptero foram resgatados pela Força Aérea Brasileira. O helicóptero caiu logo a após a decolagem e pegou fogo. Dois indígenas morreram. Técnico em enfermagem fez videoselfie com sobreviventes minutos após queda de helicóptero O técnico em enfermagem Thiago Wilker, um dos sobreviventes da queda de um helicóptero na Terra Yanomami que matou dois indígenas, fez um videoselfie com os outros dois sobreviventes poucos minutos após a queda. A aeronave caiu quando o helicóptero fazia a remoção de um paciente na segunda-feira (7), nas proximidades da comunidade Arathau. O vídeo foi enviado ao g1 pelo presidente da Urihi Associação Yanomami, Junior Hekurari — liderança que representa todas as comunidades da região do Surucucu, na Terra Yanomami. Nas imagens, é possível ver o helicóptero ainda em chamas enquanto o técnico, ofegante, narra a situação. “Todo mundo saiu com vida, graças a Deus. A gente tá aqui no meio da floresta”, disse o técnico em enfermagem Thiago Wilker minutos após pular do helicóptero em queda. No momento vídeo, a morte das duas lideranças indígenas ainda não havia sido confirmada. Imagens feitas momentos após queda de helicóptero na Terra Indígena Yanomami Reprodução Os dois indígenas que morreram na queda de um helicóptero na Terra Indígena Yanomami eram irmãos e lideranças na região de Arathau. Eles se chamavam Bitado Yanomami, de 78 anos, e Toraquitere Yanomami, de 80. Thiago Wilker e os outros dois sobreviventes foram levados ao Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista. Eles foram resgatados na manhã desta terça-feira (8). A reportagem esteve no hospital e viu as três vítimas sem ferimentos aparentes. Mais cedo, o Ministério da Saúde informou que elas estavam bem. De acordo com Júnior Hekurari, Thiago Wilker foi um dos responsáveis por salvar todos os sobreviventes da queda. Ele retirou as vítimas do helicóptero com a ajuda de um Indígena Yanomami que também estava presente. “Thiago fala a língua Yanomami e é treinado para esse tipo de situaçãom já atua há seis ou sete anos com remoções. Em momentos como esse, a comunicação é essencial, e o fato de ele falar a língua facilitou muito. Ele orientou todos a saírem do helicóptero rapidamente, ajudando enquanto retirava os feridos. Foi ele quem salvou vidas, como sempre faz em seu trabalho”, disse a liderança. O helicóptero caiu logo após a decolagem e pegou fogo. Um indígena da comunidade em que as duas vítimas moravam viu o acidente e caminhou por três horas em busca de ajuda. A aeronave era da Voare, empresa privada de táxi aéreo que presta serviço ao Ministério da Saúde. Os três sobreviventes foram resgatados pela equipe de Salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB). Eles foram levados para o posto de Surucucu, dentro do território indígena, onde receberam atendimento médico, e transferidos para no setor de emergência do HGR, o maior hospital público de Roraima. Eles aguardavam alta médica até às 15h30 desta terça-feira. Em nota, o Ministério da Saúde lamentou a morte dos indígenas e informou que “acompanha os desdobramentos do resgate e está dando apoio aos familiares.” O helicóptero era um Esquilo B2, prefixo PP-IVO e ficou completamente destruído após a queda. Ao g1, o empresário Renildo Lima, dono da Voare, informou que na hora da queda o piloto ainda conseguiu desviar para não cair em cima da comunidade Arathau, mas caiu na floresta. A Voare informou que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil para que os corpos passem por perícia. “A aeronave teve uma pane na decolagem e caiu”, disse Renildo. Em nota a FAB informou que o acidente é investigado pelo Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VII), que foi até o local para fazer a verificação “inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias à investigação.” Indígenas mortos na queda *Em atualização
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