Presidente dos EUA, Donald Trump WIN MCNAMEE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP A ofensiva de Donald Trump contra o Brasil, impondo taxa de 50% sobre produtos brasileiros, tumultua o bom momento da economia. 💵A inflação está em queda gradual e o dólar vinha recuando. Agora, o dólar apresenta forte alta. Se persistir esse movimento, novas pressões inflacionárias virão no horizonte. Analistas avaliam, porém, que é preciso ter calma neste momento. É necessário aguardar os próximos passos desta guerra. Se o Brasil radicalizar, o cenário pode piorar. A tendência, no entanto, é que o governo Lula reaja, mas selecionando os setores que terão alíquotas mais elevadas na entrada de produtos norte-americanos. 🫱🏼🫲🏼O que pode compensar esse momento de turbulência seria um entendimento entre equipe econômica e Congresso para adoção de medidas que garantam o cumprimento da meta fiscal deste e do próximo ano. Ou seja, a responsabilidade aumenta no campo fiscal como uma forma de aliviar as pressões que podem vir de fora. Dentro do governo, assessores presidenciais dizem que o governo Lula não quer guerra com Trump, mas quer respeito do presidente dos Estados Unidos. Por isso, divulgou nota forte nesta quarta-feira (9) criticando a carta assinada por Trump, que foi classificada como política e irresponsável. Em reunião no Palácio do Planalto, a equipe de Lula chamou Trump de “louco” e “irresponsável”, que tenta dobrar os joelhos do Brasil. Isso, disse Lula à sua equipe, não irá acontecer de forma alguma. A ordem é insistir nas negociações, mas sem se submeter às pressões dos Estados Unidos. “Ele acha que é um imperador, manda no mundo, mas os países são soberanos. Não vamos nos submeter a seus caprichos, ainda mais para defender alguém que tramou um golpe no país e está sendo julgado no STF”, disse um assessor presidencial.
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