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'Vai amputar só em último caso', diz pai de bebê que sofreu queimaduras após banho em maternidade no AC

Marcos Oliveira acompanha a filha Aurora e a mulher em Minas Gerais Arquivo pessoal Após sofrer queimaduras de 2º e 3º graus durante um banho na maternidade de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, a bebê Aurora Maria Oliveira Mesquita deve ter o procedimento de enxerto avaliado nos próximos dias pela equipe médica do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG), onde está internada desde o dia 25 de junho. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A menina passou pelo método cirúrgico nos pés no último dia 9 de julho. Apesar da melhora, o quadro da bebê ainda é delicado e os médicos não descartam a possibilidade de amputação de alguns dedos. Segundo o pai, Marcos Oliveira, a equipe médica avalia, a cada troca de curativo, se o corpo da criança está aceitando o enxerto. “Vão ter a certeza amanhã [17] se realmente deu certo. Caso não tenha dado, ela vai passar por outra cirurgia. Também pode acontecer de amputar alguns dos dedinhos”, explicou ele ao g1. LEIA MAIS: Entenda o que é ‘epidermólise bolhosa’, doença investigada em bebê internada após banho em maternidade do Acre Recém-nascida internada na UTI após banho em maternidade no Acre: o que se sabe e o que falta esclarecer Polícia Civil ouve testemunhas e médica sobre caso de recém-nascida internada após banho no Acre Bebê internada após banho em maternidade no Acre tem parada cardíaca e é reanimada As queimaduras foram profundas e durante os procedimentos de limpeza, os profissionais chegaram a encontrar partes expostas na perna da bebê. Ainda assim, ele afirma que a equipe está fazendo de tudo para evitar a amputação. “O médico falou que vai amputar só em último caso, se o enxerto não der certo ou se passar alguma bactéria”, disse. Sesacre confirma queimaduras graves em bebê Aurora durante banho em maternidade Quadro estável Apesar de ter deixado a UTI e não estar sedada, Aurora sente desconforto, especialmente nas pernas. “Quase não pode mexer as perninhas, até porque tiraram pele da panturrilha também”, relatou o pai. Contudo, ela segue estável e toma um medicamento específico para o cérebro, devido à parada cardíaca que sofreu no início do tratamento, quando chegou a ficar 39 minutos sem sinais vitais. Os médicos acompanham a evolução dela com atenção e com o objetivo de evitar sequelas neurológicas. O resultado sobre a eficácia do enxerto deve sair nesta quinta-feira (17). Caso o corpo da bebê não reaja bem ao procedimento, os médicos vão tentar um novo enxerto antes de considerar a amputação definitiva. A família segue abalada emocionalmente com a situação. “Psicológico não vale mais nada”, desabafou. Aurora Maria, recém-nascida que foi internada após banho em maternidade de Cruzeiro do Sul Arquivo pessoal Reveja os telejornais do Acre

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