Segundo a análise do CEO da consultoria Dharma, Creomar de Souza, ao programa WW, a falta de interlocutores entre Brasil e Estados Unidos tem se mostrado um obstáculo significativo para as negociações comerciais entre os dois países.
A situação atual reflete um distanciamento crescente nas relações bilaterais, que já se encontravam relativamente frias durante a administração americana atual. Uma das principais razões para esse cenário é a postura adotada por Brasília, que optou por não provocar ou buscar ativamente negociações formais com os Estados Unidos.
Havia uma crença de que, ao manter um perfil baixo, as atenções americanas se voltariam para outras regiões do mundo, permitindo que o Brasil administrasse a situação das tarifas de 10% sem maiores problemas.
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Impactos na política externa
O especialista indica que a política externa brasileira tem sofrido influência significativa de componentes da política interna, um padrão observado em diferentes administrações. Esta dinâmica tem contribuído para a atual situação de distanciamento entre os dois países.
A ausência de representantes brasileiros em Washington para buscar possíveis interlocutores tem agravado o cenário. Mesmo que não houvesse garantia de uma recepção na Casa Branca, a presença de autoridades brasileiras poderia abrir canais de diálogo importantes para as negociações.
O relacionamento entre o governo brasileiro e o Estado americano, que já apresentava sinais de fragilidade, encontra-se praticamente inexistente. Esta situação levanta questionamentos sobre a disposição da Casa Branca para estabelecer negociações efetivas com o Brasil.
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