Imagem de satélite mostra área queimada no North Rim do Grand Canyon, nos Estados Unidos, após incêndio florestal de grandes proporções em julho de 2025. União Europeia/Copernicus Sentinel-2 imagery Uma imagem de satélite divulgada nesta semana pela União Europeia mostra a extensão dos danos provocados por um incêndio florestal que atingiu o Parque Nacional do Grand Canyon, no Arizona (EUA), entre os dias 4 e 15 de julho. A queimada começou após um raio atingir a região e se espalhou rapidamente com a ajuda de ventos fortes. O fogo destruiu mais de 70 estruturas – incluindo o histórico Grand Canyon Lodge, onde ficam alojamentos turísticos e casas de funcionários do parque – e obrigou centenas de visitantes a deixarem o local às pressas. 🔥 A imagem foi captada pelo satélite Copernicus Sentinel-2 em 15 de julho e mostra a grande cicatriz de queimadas deixada na parte norte do cânion, conhecida como North Rim, área que seguirá fechada até o fim da temporada 2025. Segundo as autoridades locais, o fogo atingiu uma área de cerca de 3.470 hectares (equivalente a mais de 4.800 campos de futebol). Todas as trilhas internas e áreas de acampamento no lado norte foram interditadas. A parte sul do parque, que recebe a maior parte dos turistas, segue aberta. O incêndio causou indignação pública nos EUA após vir à tona que o fogo foi inicialmente deixado sob controle, como parte de uma estratégia de manejo ambiental que busca reduzir vegetação seca e permitir regeneração natural. No entanto, com ventos intensos e a vegetação extremamente seca, o fogo espalhou-se descontroladamente (veja FOTOS abaixo). “É como se a floresta estivesse coberta de pólvora”, disse Stefan La-Sky, porta-voz da equipe de emergência, citando os baixos níveis de umidade nas árvores. A governadora do Arizona, Katie Hobbs, pediu uma investigação independente sobre a condução da resposta ao incêndio. Em comunicado, o programa europeu Copernicus reforçou a importância dos satélites na resposta a desastres naturais. “Os dados abertos dos Serviços Copernicus e satélites Sentinel fornecem monitoramento confiável de eventos de inundação. Essas informações apoiam a tomada de decisões baseada em evidências para operações de resposta e recuperação mais eficazes”, informou o observatório. Fumaça de um incêndio florestal encobre a borda norte do Grand Canyon nesta terça-feira (15), no Parque Nacional do Grand Canyon, no Arizona. AP Photo/Ross D. Franklin Fumaça de um incêndio florestal cobre a borda norte do Grand Canyon nesta terça-feira (15), no Parque Nacional do Grand Canyon, no Arizona. AP Photo/Ross D. Franklin Fumaça de um incêndio florestal tinge o pôr do sol visto por visitantes em Grandeur Point, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, em 14 de julho de 2025. REUTERS/David Swanson Fumaça intensa cobre o Grand Canyon, no Arizona, nesta imagem divulgada em 12 de julho de 2025 e obtida por meio das redes sociais. NPS Photo/M. Quinn via REUTERS Fumaça de um incêndio florestal colore o pôr do sol observado por visitantes em Grandeur Point, na borda sul do Grand Canyon, no Arizona, em 14 de julho de 2025. REUTERS/David Swanson LEIA TAMBÉM: Antártica está ‘ficando verde’ em ritmo acelerado, alertam cientistas; veja FOTOS Emissões de metano estão atingindo novos picos no mundo, e complicam ainda mais cenário de emergência climática Com alta de 25% em 60 anos, Brasil agora tem média de 100 dias seguidos sem chuvas Primeiro dia sem gelo no Ártico pode acontecer em 2027, alerta estudo
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