A atual situação econômica dos Estados Unidos, marcada por uma dívida de US$ 36 trilhões, coloca em risco a credibilidade e a hegemonia do dólar no cenário internacional. A análise é de Philip Yang, que destaca as recentes medidas americanas como tentativas de manter sua posição dominante no sistema financeiro global.
Yang contextualiza que os EUA mantiveram superávit comercial até a década de 70, período após o qual se tornaram cronicamente deficitários. A partir de então, o país sustentou seu poder hegemônico principalmente através da supremacia de sua moeda e do poderio militar.
Uma das principais iniciativas recentes dos Estados Unidos é o Genius Act, que estabelece uma nova moeda digital vinculada de forma estável ao dólar. Diferentemente das criptomoedas, cada unidade desta moeda digital equivale a um dólar, em uma tentativa do Tesouro americano de aumentar a demanda por títulos do tesouro.
Esta medida é vista como um “último recurso” em um momento crítico para a economia americana. Diversos analistas internacionais alertam que os Estados Unidos não podem aumentar ainda mais sua dívida, sob o risco de não conseguir manter o serviço da mesma e perder credibilidade internacional.
Yang ressalta que, embora os Estados Unidos tenham demonstrado engenhosidade para superar diferentes situações no passado, o cenário atual é mais desafiador. Com a presença de uma economia robusta como a chinesa, a sustentabilidade da hegemonia americana nos próximos anos torna-se questionável.
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