O CNN Sinais Vitais dessa semana explora a miocardiopatia hipertrófica. Doença caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco, que é uma das condições genéticas mais frequentes na cardiologia, afetando aproximadamente uma em cada 500 pessoas no mundo.
Segundo os especialistas Fábio Fernandes, diretor do grupo de Miocardiopatias do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), e Otávio Rizzi Filho, professor de cardiologia da Universidade de Campinas (Unicamp), a doença se manifesta através de uma alteração na estrutura e função do coração, onde ocorre uma hipertrofia desproporcional do músculo cardíaco.
Em 70% dos casos, a condição tem origem genética, não sendo resultado de outras doenças como hipertensão ou estenose aórtica.
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Como funciona a doença
Para explicar o mecanismo da doença, os especialistas fazem uma analogia com um barco a remo. Em um coração saudável, de cada 10 “remadores” (fibras musculares), apenas três realizam o esforço da contração.
Já em pacientes com miocardiopatia hipertrófica, nove entre dez fibras trabalham simultaneamente, causando uma hipercontração e um hiper-relaxamento do músculo cardíaco.
O diagnóstico da condição pode ser realizado através de um ecocardiograma, que permite visualizar o espessamento característico das paredes do coração. Esta alteração estrutural é o principal indicador da presença da doença, especialmente quando não há outras condições que possam justificar tal modificação.
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