Brasileiro no Japão foi surpreendido por alerta de tsunami a caminho do médico Um jovem de Sorocaba (SP) que vive no Japão há quase dois anos foi surpreendido pelo alerta de tsunami enquanto estava a caminho do médico, na manhã de quarta-feira (30), no horário local — e noite de terça-feira (29) no Brasil. Henrique Kawakami de Oliveira, de 25 anos, e sua esposa, que é de Votorantim (SP), Milleni Hanay Kawakami de Oliveira, de 22, vivenciaram o tsunami provocado pelo terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a Península de Kamchatka, na Rússia. O fenômeno alcançou diversas regiões ao longo do Oceano Pacífico e foi o mais forte desde 2011, quando tremores e tsunamis atingiram Fukushima, no Japão. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp “Fiquei sabendo quando saí de casa, com os alertas dos alto-falantes de cada rua e bairro. Eu tinha uma consulta e precisava ir ao médico, por volta das 8h30 da manhã do dia 30 — 20h30 do dia 29 no Brasil. O aviso era sobre o terremoto e o tsunami previsto para às 11h30”, relata Henrique. Henrique Kawakami de Oliveira, de Sorocaba (SP), relata experiência após vivenciar tsunami no Japão Arquivo Pessoal Henrique conta que, ao chegar ao hospital, percebeu que a televisão do local já estava sintonizada em um canal de jornal que exibia as previsões para o tsunami. “Quando olhei de novo para a televisão, já estava em alerta vermelho. Vários celulares tocaram simultaneamente dentro do consultório; foi um barulho muito alto, que ecoou pelo hospital todo. Para mim é tudo muito novo, porque essa parte do terremoto eu já havia sofrido algumas vezes, já passei por essa experiência antes, mas o tsunami foi minha primeira vez”, relembra. LEIA TAMBÉM VÍDEO mostra tsunami se aproximando de costa do Japão Qual o tamanho das ondas, que países foram afetados e os impactos até agora Após a consulta, o jovem conta que foi imediatamente ao encontro de sua esposa, que já estava com a mãe em uma montanha pública com 60 metros de elevação em relação ao nível do mar e a 1,7 quilômetro de distância da costa marítima. “Eu precisei passar pela consulta e assim que tive a chance, corri para perto da minha família, porque sei que sempre tem que ter alguém para ser o ponto de equilíbrio, o ponto de paz. Foi onde consegui manter a cabeça mais centrada. O local era o mais seguro possível. Assim, se ocorresse algo próximo ou mais grave do que em 2011, não nos atingiria”, diz. “Foi bem tenso, bem nervoso. Minha cachorra também estava muito nervosa; você via que ela não parava quieta, sempre queria estar no meu colo. A gente percebe que era um nervosismo difícil de explicar”, complementa Milleni. Casal de Sorocaba (SP) e Votorantim (SP) relatam experiência após tsunami atingir Japão Arquivo Pessoal A jovem relata que o medo e a angústia não demoraram a dominar sua mente. “Onde estávamos, estávamos bem seguros, graças a Deus, mas esses gatilhos me deixaram cada vez mais nervosa. E, se Deus quiser, quero que tudo isso acabe logo, porque é um sentimento muito ruim saber que há pessoas perdendo casas e vidas. A gente fica bem aflito”, relembra. “Nessas horas, a gente tem que manter a cabeça no lugar por mais desesperador que seja. Manter o equilíbrio e a calma é a melhor solução para agir com sabedoria. Muitas vezes, a gente se desespera. Até mesmo no trânsito, pude perceber as pessoas um pouco mais nervosas. Tinha polícia na rua, ambulância também, provavelmente por algum acidente”, acrescenta Henrique. Brasileiros de Sorocaba (SP) e Votorantim (SP) vivenciam terremoto no Japão Arquivo Pessoal/Reprodução *Colaborou sob supervisão de Júlia Martins Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
📰 Conteúdo Importado via IA: Este artigo foi automaticamente importado e adaptado por Inteligência Artificial a partir de G1 – Últimas Notícias. Ver artigo original.








