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Café e carne bovina são ignorados na lista de exceções do tarifaço

Grão de café Mike Kenneally/Unplash A lista de exceções trazida pela Casa Branca ao confirmar o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros comprados pelos EUA ignora o café e a carne bovina, dois dos principais produtos que o país de Donald Trump importa. Os EUA compram de fora 99% do café que consomem e o Brasil é o principal fornecedor, respondendo por cerca de 30% do mercado norte-americano. O Brasil também é o principal fornecedor de carne bovina para indústrias nos EUA, que a transformam em hambúrguer, por exemplo. O país norte-americano até compra mais carne da Austrália, mas aí são aqueles cortes que vão direto para os mercados. O suco de laranja, outro alimento de peso nas importações dos EUA, escapou de imposição dos 50%, mantendo a sobretaxa de 10% anunciada por Trump em abril, explica Leonardo Munhoz, pesquisador da FGV Bioeconomia. Na véspera da confirmação do tarifaço, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que alguns produtos não cultivados no país, como o café, poderiam ter a tarifa zerada. Ele citou ainda a manga, o abacaxi e o cacau, que também não entraram na lista de exceções. EUA dependem do café brasileiro O Brasil é o maior fornecedor de café não torrado para os EUA, seguido por Colômbia, Vietnã e Honduras, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, o USDA. Tanto o Brasil quanto a Colômbia produzem principalmente o café do tipo arábica, mais suave, que é o preferido pelo consumidor americano. O problema é que a produção colombiana não se compara à brasileira em volume. E a produção do país vizinho na safra em 2025/26 deve ser ainda menor, por causa do excesso de chuvas. Passar a priorizar o robusta exigiria mudar o gosto do consumidor, já que este é um café mais encorpado. Por outro lado, o Vietnã é o líder mundial na produção desse tipo de café (o Brasil é o segundo colocado). E a sobretaxa de Trump sobre importações de produtos país asiático é menor que a do Brasil: caiu de 46%, como anunciado em abril, para 20%, em acordo fechado agora em julho. Carne está cara nos EUA As vendas de carne bovina do Brasil para os EUA chegaram a bater o recorde histórico no começo do ano, antes de Trump anunciar o tarifaço, em abril, que era de 10% na época e agora subirá para 50%. Os EUA estão importando mais carne porque faltam bois para o abate. A inflação do alimento no mercado americano está batendo recorde por causa de uma redução histórica do rebanho do país, que encareceu o preço do boi por lá – em maio, ele estava custando duas vezes mais que o boi brasileiro. Raio X da exportação arte g1

📰 Conteúdo Importado via IA: Este artigo foi automaticamente importado e adaptado por Inteligência Artificial a partir de G1 – Últimas Notícias. Ver artigo original.

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