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'Medo de sair de casa', diz mulher que flagrou funcionário de obra se masturbando em construção

Homem foi flagrado se masturbando em prédio em construção no Recife A jornalista Verônica (nome fictício) denunciou por importunação sexual o funcionário de uma obra que foi flagrado se masturbando num edifício em construção na Zona Norte do Recife. Ao g1, ela disse que, desde então, tem se sentido muito insegura e desprotegida no próprio apartamento onde mora, que fica de frente para o prédio. O homem ainda não foi identificado. “Me sinto insegura dentro da minha própria casa, o que é um absurdo. Me sinto vista, eu me sinto vigiada, eu me sinto acompanhada por pessoas que eu não sei quem são. Então, é como se eu estivesse a metros de distância do meu agressor […]. Estou insegura igual, com medo de sair de casa, com medo de abrir a janela, com medo de passar na área de serviço”, disse. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O caso aconteceu no sábado (26), no bairro do Poço da Panela. Ao perceber que o operário a olhava, a moradora resolveu filmar o ato libidinoso (veja vídeo acima). Segundo a vítima, ele passou cerca de 30 minutos se tocando virado para o apartamento dela. Nas imagens, é possível ver o funcionário com a calça abaixada, com a mão nas partes íntimas. Na quinta-feira (31), Verônica prestou queixa na Delegacia da Mulher do Rosarinho, também na Zona Norte da cidade. A obra é realizada pela construtora LMA Empreendimentos. Procurada, a empresa disse que reforçou a segurança no local e segue atenta “a qualquer movimentação estranha” (veja resposta abaixo). “Não consigo mais ficar no meu quarto quando eu estou lá na minha cama, deitada com a janela aberta, […] porque eu não não me sinto à vontade para abrir a janela do quarto e ficar com a janela aberta, deitada […]. É como se eu tivesse uma ameaça potencial 24 horas por dia”, afirmou a mulher. Diante da tensão e da sensação de insegurança, Verônica contou que, desde o início do ano, faz atendimento psicológico para tratar depressão e ansiedade e disse que se sentiu muito mal nos primeiros dias após o ocorrido. “Chorei, tive palpitações, tive sintomas de ansiedade bem fortes, precisei me medicar. Eu já tomo medicação para fazer tratamento, mas foi bem delicado. Acabou com o meu final de semana”, afirmou. LEIA TAMBÉM Cantora denuncia importunação sexual em ônibus no Recife: ‘Fiquei com muito medo’ Danos morais Além de denunciar à polícia, Verônica pretende processar a construtora LMA Empreendimentos, onde o funcionário trabalha. A advogada Ana Carla Barros de Azevedo, que representa a jornalista, disse que vai pedir indenização por danos morais, já que o homem estava a serviço. “A gente busca um ressarcimento a título de dano moral, de fato, pelo constrangimento que o Laís passou, que não é algo breve, não é algo leve, não é uma situação que deixa de expor ela de jeito maneira”, afirmou. Segundo a advogada, a moradora não recebeu nenhum apoio da empresa depois que o caso ganhou repercussão. O valor da causa ainda será calculado. “A partir do momento em que o colaborador está trabalhando, está em seu horário de trabalho, no ambiente de seu trabalho, a empresa responde pelas atitudes dele de toda maneira, e não vai ser diferente no caso dele […]. Ele conseguiu machucá-la à distância, ela estando na proteção da casa dela”, declarou Ana Carla Barros de Azevedo. Funcionário de obra é flagrado se masturbando em prédio em construção e é denunciado por importunação sexual, no Recife Reprodução/WhatsApp O que diz a LMA Empreendimentos Procurada pelo g1, a construtora LMA Empreendimentos informou que: tomou conhecimento do ocorrido na segunda-feira (28), iniciando, imediatamente, uma apuração interna para tentar identificar o funcionário filmado; no sábado (26), dia em que o ato libidinoso aconteceu, 63 colaboradores trabalhavam no canteiro da obra; o vídeo gravado pela moradora não tem nitidez nem possibilitou a identificação do homem, que estava a cerca de 70 metros do apartamento onde a mulher mora; ainda no sábado, a equipe de segurança da obra checou as câmeras de segurança do local, mas, ainda assim, não conseguiu identificá-lo; na terça (29), fez uma reunião com todos os colaboradores da obra, comunicando a denúncia e tentando mais uma vez descobrir a identidade do homem, mas não obteve êxito em nenhuma das ações, o que impediu a empresa de tomar as medidas cabíveis, incluindo a demissão do funcionário; a denunciante foi informada de toda a condução e da apuração interna; entrou em contato com a jornalista para avisar que não tinha conseguido identificar o funcionário e reforçou junto com ela a necessidade de registrar um boletim de ocorrência, deixando claro que “a empresa estava aberta e disponível para colaborar com a investigação”; na quarta (30), antes mesmo de a moradora procurar a polícia, a própria empresa registrou um boletim de ocorrência; as equipes de segurança da obra seguem atentas a qualquer movimentação estranha e aguardam as investigações das autoridades; desde o ocorrido, a segurança no local foi reforçada; espera que “as autoridades policiais consigam solucionar a questão com a maior brevidade possível e que o responsável seja punido nos termos da lei”. 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