Para seu núcleo mais próximo no Congresso Nacional, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, demonstrou forte contrariedade com a tentativa da oposição de emparedar o Legislativo brasileiro. Na avaliação de um interlocutor de Alcolumbre, a oposição repete a mesma estratégia de prejudicar o país em nome de interesses particulares. Primeiro, foi o tarifaço dos EUA, agora, tentando paralisar a pauta do Congresso. No Senado, por exemplo, estava na pauta um esforço concentrado para finalmente destravar a votação dos indicados para agências reguladoras. O grupo mais próximo do presidente do Senado classificou o ato como uma tentativa de chantagear os comandos da Câmara e do Senado ao tentar impor pautas como: impeachment do ministro Alexandre de Moraes, projeto de anistia e fim do foro privilegiado. O próprio Alcolumbre desabafou que a ocupação física do plenário não é a forma de conseguir pautar esses temas, o caminho é por meio de consenso. A avaliação é de que essa ação não é democrática. Até aqui, Alcolumbre tem tentado evitar atitudes mais drásticas para retomar os trabalho do Congresso, pois isso poderia inflamar ainda mais a crise política. Entre os cenários já cogitados estão colocar a polícia legislativa para desocupar os plenários ou realizar sessões em outros plenários, mas há o reconhecimento que isso seria uma péssima sinalização ao país. Mostraria que o Congresso está refém de um grupo político.
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