Presidente austríaco, Van der Bellen. Markus Schreiber / AP O presidente da Áustria, Van der Bellen, não vai participar da COP 30, em Belém, por causa dos altos custos da viagem. O comunicado do cancelamento foi divulgado pela ORF, emissora pública de rádio e televisão da Áustria. Bellen destacou a importância da conferência para o enfrentamento da crise climática e destacou o “grande valor simbólico” do local escolhido, mas afirmou que: “Os custos particularmente altos para a participação do Presidente Federal na COP deste ano, além da delegação austríaca de negociadores, não estão dentro da estrutura orçamentária apertada da Chancelaria Presidencial por razões logísticas”. Com a ausência do presidente, o ministro do Meio Ambiente, Norbert Totschnig, será o representante do país na conferência. A menos de 100 dias da COP30, Grande Belém tem mais de 30 obras em andamento Alto custo de hospedagem e participação dos países O custo e a falta de vagas de hospedagem em Belém podem fazer com que os países mais pobres e também mais afetados pela mudança do clima também fiquem de fora da COP30. “Temos que encontrar uma maneira de que eles possam estar em Belém. Com a ausência dos países pobres, ficaria uma COP sem legitimidade”, afirmou André Corrêa do Lago, presidente da COP30. Os países sob risco de não participar têm um orçamento limitado de US$ 143 por dia, considerando alimentação e hospedagem. O valor é estabelecido por uma tabela da ONU. Há meses o preço das hospedagens têm sido uma questão para o governo, que já buscou acordo com a rede hoteleira no estado, sem sucesso. Nesta semana, a questão se tornou oficial com o escritório climático da Organização das Nações Unidas (ONU) realizando uma reunião de emergência para debater os altos preços das acomodações. LEIA MAIS: A menos de 100 dias da COP30, metas climáticas atrasadas aumentam a pressão por resultados em Belém Comitivas dizem que podem cortar número de participantes por causa de custos para hospedagem na COP30 A crise se agravou quando 25 países entregaram uma carta na qual questionam a situação. Entre os signatários está o bloco dos Países Menos Desenvolvidos (LDC, em inglês), que inclui 44 países em desenvolvimento como Tuvalu, Libéria, Angola, Gâmbia, entre outros. O presidente da COP30 admitiu que os altos preços podem inviabilizar a vinda dessas nações, mas disse que o país deve agir, sob pena de que isso fira a legitimidade do evento. Isso porque a questão pode ser interpretada como uma medida que inviabilizou os países de participarem das discussões.
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