A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil voltou a emitir sinais de alerta direcionados a Alexandre de Moraes e seus possíveis aliados, intensificando o clima de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países. A manifestação deixa clara a insatisfação americana com a atuação do magistrado, indicando que suas decisões estão sendo monitoradas. A análise é do analista de política Teo Cury no CNN 360°.
O posicionamento da embaixada americana soma-se a uma série de pressões internacionais. Na semana anterior, um grupo de eurodeputados apresentou à Comissão Europeia um pedido de imposição de sanções contra Moraes e outros magistrados que se alinhem a ele.
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Diante das pressões, houve manifestações de apoio a Moraes durante a reabertura do semestre judiciário no Supremo Tribunal Federal. Os magistrados Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes expressaram solidariedade ao colega. No Tribunal Superior Eleitoral, Carmen Lúcia também demonstrou apoio.
As respostas oficiais às manifestações americanas têm partido principalmente do governo brasileiro, seguindo um alinhamento estabelecido em conversa entre Lula e Barroso. A estratégia definida é que as reações diplomáticas sejam conduzidas pelo Executivo, não pelo Judiciário.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que mantêm interlocução com setores do governo americano, trabalham para que novas sanções não sejam aplicadas a outros magistrados. No entanto, mantêm a pressão específica sobre Moraes.
Há ainda articulações para expandir as pressões para além dos Estados Unidos. Portugal, Itália, Hungria, Polônia e Holanda são alguns dos países europeus onde se busca replicar estratégias semelhantes de sanções.
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