As taxas dos DIs fecharam em queda nesta quinta-feira (7), com perdas um pouco mais acentuadas em contratos de prazos mais longos, conforme os investidores se mostraram mais aliviados em relação ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, ainda que prevaleça um sentimento de cautela.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,08%, ante o ajuste de 14,145% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,365%, ante o ajuste de 13,455%.
Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,46%, em baixa de 13 pontos-base ante 13,593% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,58%, com queda de 13 pontos ante 13,708%.
Leia Mais
- Wall Street sobe com ações de tecnologia e expectativa de isenção tarifária
- Dólar cai a R$ 5,42 e Ibovespa sobe 1,48% com tarifaço de Trump e balanços
- Bolsas da Europa sobem majoritariamente com balanços e BoE em foco
Ao longo último mês, desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Brasil com uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, o mercado doméstico tem permanecido atento às novidades sobre a questão comercial.
Os agentes financeiros temem os efeitos que a taxa de importação dos EUA possam ter sobre a economia brasileira, mas têm demonstrado maior alívio com a atual perspectiva para o impasse, mesmo com a entrada em vigor da tarifa de Trump na quarta-feira (6).
Uma notícia em particular que tem provocado algum otimismo entre investidores nacionais foi a confirmação pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que terá uma conversa com o secretário dos EUA, Scott Bessent, na próxima quarta-feira (13), o que gera expectativa por um entendimento.
Mesmo assim, a cautela ainda prevalece. O mercado segue à espera da apresentação do plano de contingência do governo brasileiro para ajudar setores e empresas afetados pela tarifa dos EUA, com temores sobre potenciais impactos fiscais das medidas a serem anunciadas.
“Mercado tem adotado postura de cautela diante dos eventos domésticos e do exterior. Temos um alívio parcial com a sinalização de conversas, mas ainda seguem no radar os riscos associados à possibilidade de novas tarifas dos EUA”, disse João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.
Análise: Tarifaço exige ainda mais cautela do BC | Fechamento de Mercado
Ainda na cena doméstica, investidores avaliaram comentários do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David.
Em evento promovido pela Porto Asset, David disse que a autarquia fez uma interrupção no ciclo de alta da taxa Selic, e não uma pausa, avaliando que o plano de combate à inflação está se desenrolando mais ou menos como o esperado.
No cenário externo, tarifas de Trump sobre dezenas de parceiros entraram em vigor nesta quinta, enquanto os agentes continuam ponderando sobre a possibilidade de o Federal Reserve retomar os cortes na taxa de juros a partir de setembro.
O rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha alta de 2 pontos-base, a 3,72%.
Eventos climáticos geram perda de US$ 84 bi a seguradoras em 2025
📰 Conteúdo Importado via IA: Este artigo foi automaticamente importado e adaptado por Inteligência Artificial a partir de CNN Brasil. Ver artigo original.




