Deputados defendem punição aos colegas que ocuparam a Mesa Diretora da Câmara A Mesa da Câmara dos Deputados decidiu nesta sexta-feira (8) encaminhar à Corregedoria Parlamentar todas as denúncias envolvendo as condutas de parlamentares que obstruíram o plenário nos dias 5 e 6 de agosto. A medida foi tomada em reunião extraordinária da Mesa, segundo nota divulgada pela Secretaria-Geral. A decisão ocorre após protestos e atos de obstrução no plenário, que interromperam os trabalhos da Casa nesta semana. O episódio motivou pedidos de apuração por quebra de decoro parlamentar. Os oposicionistas ocuparam o plenário e inviabilizaram o trabalho em ato contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado e investigado por atrapalhar o processo. “A fim de permitir a devida apuração do ocorrido, decidiu-se pelo imediato encaminhamento de todas as denúncias à Corregedoria Parlamentar para a devida análise”, informou a Mesa. De acordo com o Ato da Mesa nº 180, de 2025, o corregedor parlamentar tem 48 horas para, a partir do conhecimento do fato ou da provocação de qualquer deputado, comunicar à Mesa Diretora a proposta de suspensão cautelar do mandato — procedimento previsto no Ato da Mesa. O PT apresentou denúncia contra 5 deputados oposicionistas: Júlia Zanatta (PL-SC) Marcel van Hattem (Novo-RS) Marcos Pollon (PL-MS) Paulo Bilynskyj (PL-SP) Zé Trovão (PL-SC) O PL apresentou representação contra a deputada Camila Jara (PT-MT), alegando que ela empurrou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
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