Governo de Israel aprova plano de Netanyahu de ocupação em Gaza O gabinete de segurança e assuntos políticos de Israel aprovou, nesta sexta-feira (8), o plano do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de ocupar, na totalidade, a Faixa de Gaza. Segundo comunicado divulgado pelo gabinete, a operação começará pela Cidade de Gaza. 📍A Cidade de Gaza é a maior cidade do território e um dos centros urbanos mais antigos do mundo. Fica no norte da Faixa de Gaza, aproximadamente a 80 km a sudoeste de Jerusalém. Faz fronteira ao norte e a leste com Israel, ao sul com a cidade de Khan Younis (dentro da Faixa de Gaza), a oeste com o Mar Mediterrâneo. 🪖 A ocupação da Cidade de Gaza é parte da estratégia militar mais ampla de Israel contra o Hamas, especialmente após os ataques de 7 de outubro de 2023, que marcaram o início da guerra atual. Desde então, Israel passou a controlar áreas na Faixa. O mapa abaixo mostra a área controlada pelo país na região. Israel já controla grande parte do território palestino. Arte/g1 Os motivos principais da ocupação da Cidade de Gaza são: Desmantelamento do Hamas: a Cidade de Gaza é considerada o principal reduto político e militar do grupo terrorista, com túneis, bases de comando e infraestrutura subterrânea. A ocupação visa neutralizar a liderança do grupo e destruir suas capacidades operacionais. Controle territorial estratégico: tomar a Cidade de Gaza é considerado essencial para dividir a Faixa de Gaza em setores menores, facilitando o controle militar e dificultando a movimentação do Hamas. Pressão internacional e recado político: apesar da condenação global ao número de civis mortos, Israel acredita que ocupar a cidade envia um recado claro de que não aceitará um governo hostil em suas fronteiras. Plano de segurança pós-guerra: Israel pretende manter presença militar em áreas estratégicas de Gaza, inclusive na cidade, como parte de uma proposta de “zona de segurança” para evitar futuros ataques. O que é a Faixa de Gaza? O que é a Faixa de Gaza? A Faixa de Gaza é uma região palestina localizada em um estreito pedaço de terra na costa oeste do território israelense, na fronteira com o Egito e banhada pelo Mar Mediterrâneo. Gaza tem cerca de 41 km de comprimento e 10 km de largura (saiba mais no vídeo acima). ➡️ A Cidade de Gaza fica na região central do território palestino e abriga cerca de 1 milhão de pessoas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Faixa de Gaza tem território menor que Rio e SP Arte/ g1 📊 A região é marcada por pobreza e superpopulação. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), Gaza tem uma população de aproximadamente 2,1 milhões de pessoas, incluindo cerca de 1,7 milhões de refugiados palestinos. 👨👨👧👧 A ONU afirma que a região tem uma das densidades populacionais mais altas do mundo. 🌐 Ainda segundo a entidade, cerca de 80% da população de Gaza depende da ajuda internacional, sendo que 1 milhão de pessoas dependem de ajuda alimentar diária. “Imagina um lugar cercado, pobre, onde o sofrimento é uma rotina”, descreveu o repórter Carlos de Lannoy, que foi correspondente da TV Globo no Oriente Médio. História da Faixa de Gaza 🗺️ Originalmente ocupada pelo Egito, Gaza foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005. ➡️ A área está sob o controle do grupo terrorista Hamas desde 2007, quando as forças do então governo da Autoridade Palestina foram violentamente expulsas. ⛔ Desde então, as restrições impostas por Israel e Egito à população de Gaza ficaram ainda mais duras. Os bloqueios criam dificuldades, por exemplo, de abastecimento de produtos básicos, como remédios e comida para a população ou de energia. Quem mora ali tem uma vida de limitações. 💣 Hamas e Israel vivem há anos em conflito, de que são exemplos as disputas ocorridas em 2014 e em 2021. Túneis 🚫 Para tentar contornar os bloqueios fronteiriços, o Hamas construiu uma rede de túneis subterrâneos, para que o grupo possa transportar mercadorias para a Faixa de Gaza e manter um centro de comando. 💥 Há anos, Israel procura destruir estas passagens e acusa extremistas de comércio clandestino e contrabando.
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