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Santa Casa de Maceió faz alerta sobre síndrome Mão-Pé-Boca

A síndrome Mão-Pé-Boca (MPB) é uma infecção viral comum na infância e tem gerado preocupação entre pais e profissionais de unidades escolares espalhadas pelo Brasil. A Santa Casa de Maceió mantém a Creche-escola São Vicente de Paulo, exclusiva para filhos de colaboradores, onde cerca de 100 crianças de 0 a 6 anos são atendidas gratuitamente. Para passar orientações sobre o tema, duas palestras foram promovidas pela Medicina do Trabalho na terça-feira (5). MINUTO SANTA CASA 08/08/2025 Causada pelo vírus Coxsackie, do grupo dos enterovírus, a doença é altamente contagiosa e se espalha por meio do contato com secreções respiratórias, saliva, fezes ou objetos contaminados. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta, mal-estar e o surgimento de bolhas nas mãos, pés e boca – daí o nome. A doença também pode atirar os adultos. MINUTO SANTA CASA SANTA CASA DE MACEIÓ A enfermeira Lilian Dantas, da Gerência de Controle de Infecção Hospitalar da Santa Casa de Maceió, conhece a doença de perto. Mãe de uma aluna da creche, ela relatou a experiência com a filha que está no maternal. MINUTO SANTA CASA Lilian Dantas é enfermeira da Santa Casa de Maceió e tem uma filha na creche da instituição “Como ja tínhamos visto outros coleguinhas na turminha dela, assim que identificamos os primeiros sinais, a isolamos em casa e iniciamos o tratamento. Ela ficou afastada por 10 dias e só retornou para a creche quando os sintomas estavam controlados e sabíamos que não havia mais risco de transmissão”, conta. Lilian ressalta que a principal forma de prevenção é a higienização constante. “Lavar bem as mãos evita a disseminação do vírus tanto na creche quanto em casa. E é essencial redobrar os cuidados durante a troca de fraldas, pois o vírus também pode estar presente nas fezes. Mesmo quem já teve a doença pode contrair novamente, pois existem diferentes subtipos do vírus”, explica. A médica do trabalho da instituição, Francine Loureiro, reforça a importância do afastamento das crianças sintomáticas para conter o contágio. MINUTO SANTA CASA Francine Loureiro, médica do trabalho da Santa Casa de Maceió falou sobre a síndrome Mão-Pé-Boca “É importante termos esses momentos de conscientização, de sensibilização e também de conhecimento geral para que os colaboradores compreendam que tendo os seus filhos na creche, em algum momento, caso essa criança venha a adoecer, ela precisa estar em casa para evitar que venha a contaminar outras crianças. E quando a gente fala sobre a questão da síndrome Mão-Pé-Boca, que é muito contagiosa, a criança realmente precisa ficar isolada para fechar o ciclo de contaminação”, explica. “É difícil para muitos pais entenderem a necessidade de manter os filhos em casa, mas é essencial. Se não houver esse cuidado, a unidade pode até precisar ser fechada temporariamente, conforme orientação das autoridades sanitárias”, alerta a médica. A coordenadora da creche, Jarleide Inácio, informou que casos têm sido observados em todas as turmas desde maio. “Em junho, notamos várias ocorrências durante o banho, com as cuidadoras identificando manchas na pele e informando os responsáveis imediatamente”, contou. Jarleide reforça que os pais devem estar atentos desde o início do dia. “Qualquer sintoma suspeito, seja de Mão-Pé-Boca ou de gripe, deve levar à decisão de manter a criança em casa e buscar orientação médica. Isso ajuda a evitar que a criança passe o dia doente na creche e exponha os colegas.” Para a colaboradora Fabiana da Silva Oliveira, que tem dois filhos que passaram pela creche, a informação é uma aliada poderosa. “Mesmo não sendo da área assistencial, a gente precisa conhecer os sintomas e saber como agir. Quando minha filha mais velha estava na creche, pouco se falava sobre essa doença. Já com o meu filho, foi diferente: houve mais divulgação, mais orientação. Isso faz toda a diferença para lidarmos com essas situações do dia a dia”, avalia. MINUTO SANTA CASA Fabiana da Silva Oliveira tem dois filhos que passaram pela creche da Santa Casa de Maceió MPB – A doença Mão-Pé-Boca geralmente tem evolução benigna e desaparece entre 7 e 10 dias. No entanto, o contágio é mais intenso na primeira semana. Por isso, a recomendação das autoridades sanitárias e dos profissionais da Santa Casa de Maceió é clara: ao menor sinal da doença, o ideal é procurar atendimento médico, garantir o isolamento e seguir as orientações de higiene para evitar novos surtos. Como prevenir a doença Mão-Pé-Boca (MPB): Lave as mãos com frequência, especialmente após trocar fraldas e antes das refeições; Higienize brinquedos, superfícies e objetos de uso coletivo; Evite enviar crianças com sintomas para a creche ou escola; Mantenha a criança em casa até a completa recuperação. Artur Gomes Neto Diretor Técnico Médico CRM-AL 2503/RQE 1874

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