Investigações do MPSP (Ministério Público de São Paulo) detalham como o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto teria liderado um complexo esquema de corrupção para favorecer grandes empresas, como a Ultrafarma e a Fast Shop.
Segundo a acusação da Operação Ícaro, o esquema envolvia a liberação indevida de créditos de ICMS em troca de propina, que era lavada por meio de uma empresa de consultoria em nome da mãe do fiscal, cujo patrimônio saltou para R$ 2 bilhões.
Esquema envolvendo dono da Ultrafarma rendeu R$ 1 bi em propina, diz MP
No centro do esquema está Artur Gomes da Silva Neto, auditor fiscal da Receita Estadual, que ocupava um cargo de importância na Secretaria da Fazenda. Ele é apontado como o principal operador, utilizando sua posição para conceder benefícios fiscais indevidos a grandes empresas do varejo.
A acusação detalha que Artur oferecia uma “assessoria tributária” criminosa, orientando as empresas sobre como obter vultuosos créditos de ressarcimento de ICMS, agilizando análises, deferindo valores e autorizando a venda desses créditos, que muitas vezes somavam centenas de milhões, ou até bilhões de reais.
Veja imagens da operação que prendeu Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma
- Trocar imagemTrocar imagem 1 de 5
Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) • Reprodução
- Trocar imagemTrocar imagem 2 de 5
A ação, nomeada Operação Ícaro, visa desarticular um sofisticado esquema de corrupção que envolvia auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado • Reprodução
- Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 5
Segundo as investigações do MP, o esquema já teria rendido mais de R$ 1 bilhão em propina para um fiscal de tributos • Reprodução
- Trocar imagemTrocar imagem
- Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 5
Na mesma ação, Mario Otávio Gomes, diretor estatuário da rede Fast Shop, também foi preso2. A Operação Ícaro foi deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) com apoio da Polícia Militar • Reprodução
- Trocar imagemTrocar imagem 5 de 5
A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo com decisões fiscais irregulares em troca de vantagens indevidas • Reprodução
visualização default visualização full visualização grid Leia Mais
- Governo de SP abre apuração e pede ao MP compartilhamento sobre Ultrafarma
- Esquema envolvendo dono da Ultrafarma rendeu R$ 1 bi em propina, diz MP
- Sidney OIiveira, dono da Ultrafarma, é preso em operação do MP de SP
Modus operandi
Para receber a propina, Artur utilizava a empresa Smart Tax Consultoria e Auditoria Tributária Ltda., registrada em nome de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, uma professora aposentada de 73 anos que não prestava os serviços. A evolução patrimonial de Kimio é um dos pontos cruciais da investigação.
De acordo com o MPSP, ela declarou um patrimônio de R$ 411 mil em 2021, que saltou para R$ 46 milhões em 2022 e atingiu impressionantes R$ 2 bilhões em 2023, majoritariamente por meio de criptomoedas adquiridas com os lucros da Smart Tax. Artur, inclusive, possuía o certificado digital da Smart Tax e assinava contratos em nome dela.
Governo de SP abre apuração e pede ao MP compartilhamento sobre Ultrafarma
Sidney OIiveira, dono da Ultrafarma, é preso em operação do MP de SP | LIVE CNN
Fast Shop e Ultrafarma
A acusação contra a Fast Shop aponta para o crime de corrupção ativa. A empresa teria acordado pagar mais de R$ 204 milhões à Smart Tax, em pagamentos disfarçados de consultoria. O diretor estatutário Mário Otávio Gomes, preso na operação, era o principal responsável pelas negociações, assinando os contratos.
No caso da Ultrafarma, a investigação encontrou farto material probatório, incluindo e-mails sobre benefícios fiscais. Um fato que chamou a atenção é que o auditor Artur possuía o certificado digital da Ultrafarma, o que indica que ele mesmo realizava os requerimentos junto à Fazenda. O dono da empresa, Sidney Oliveira, era copiado nas mensagens, evidenciando, segundo o MP, sua ciência do esquema. Artur teria, inclusive, pago advogados para defender Sidney em outra investigação criminal.
Quem é Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma preso em operação em SP
- Trocar imagemTrocar imagem 1 de 5
O empresário Sidney OIiveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) em uma operação do MPSP (Ministério Público de São Paulo) • Reprodução/Redes Sociais
- Trocar imagemTrocar imagem 2 de 5
A operação visa desarticular um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do estado. • Reprodução/Redes Sociais
- Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 5
A Operação Ícaro foi deflagrada pelo GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) e tem apoio da Polícia Militar. • Reprodução/Redes Sociais
- Trocar imagemTrocar imagem
- Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 5
A investigação identificou um grupo criminoso responsável por favorecer empresas do setor de varejo em troca de vantagens indevidas. • Reprodução/Redes Sociais
- Trocar imagemTrocar imagem 5 de 5
Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária, incluindo o de um fiscal de tributos estadual, apontado como o principal operador do esquema, e os de dois empresários sócios de empresas beneficiadas com decisões fiscais irregulares — Sidney Olveira, da Ultrafarma, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop. • Reprodução/Redes Sociais
visualização default visualização full visualização grid
Um fato que chamou a atenção dos promotores é que Artur teria contratado e pago advogados para Sidney Oliveira em uma investigação criminal separada com o GAECO, buscando protegê-lo e ocultar sua própria participação nos crimes. Sidney Oliveira era constantemente copiado nas trocas de mensagens entre os membros da área fiscal da Ultrafarma e Artur, evidenciando sua ciência do esquema.
Os investigados são acusados de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As provas, obtidas por meio de quebras de sigilo telemático, incluindo e-mails, demonstram que o esquema criminoso permanece ativo, com trocas de mensagens recentes em maio e junho de 2025, o que justificaria as prisões temporárias para a eficácia das investigações.
Em nota, a Fast Shop disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação e que está colaborando com o fornecimento de informações às autoridades competentes.
A CNN entrou em contato com a Ultrafarma e com as defesa de Sidney Oliveira, Mario Otávio Gomes e Artur Gomes da Silva Neto, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.
📰 Conteúdo Importado via IA: Este artigo foi automaticamente importado e adaptado por Inteligência Artificial a partir de CNN Brasil. Ver artigo original.






