Sidney Silva foi morto a tiros na porta de casa em Formoso do Araguaia Arquivo Pessoal/Cleide Oliveira Um ano se passou desde o assassinato do brigadista do Ibama Sidiney de Oliveira Silva, de 44 anos, e a família segue sem respostas sobre possíveis suspeitos do crime. Segundo Cleide de Oliveira Silva, irmã da vítima, a família tem cobrado um posicionamento das autoridades, mas não teve retorno. “Não temos atualizações, nenhuma resposta, nada. A única coisa que recebemos é que está em investigação com o pessoal da inteligência”, afirmou Cleide de Oliveira. O crime aconteceu por volta das 7h do dia 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia, região sudoeste do estado. Sidiney era contratado pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Ele foi baleado a tiros na porta de casa e morreu no local. “Meu pai que encontrou o meu irmão caído no chão, quando fui ver o que tinha acontecido, ele [pai] estava em estado de choque e disse que viu apenas o Sidiney caindo na porta da minha casa”. As equipes do serviço de saúde da cidade foram chamadas e uma ambulância foi até a casa, mas os socorristas apenas constataram a morte. A Polícia Militar e a perícia também estiveram no local na época do crime. “Minha família está em pedaços, incompleta. Meu pai não aguentou e desenvolveu ansiedade e depressão, e foi embora daqui [cidade] com a minha mãe, a família toda. Restou apenas eu, na casa onde meu irmão [Sidiney] foi morto”, contou Cleide de Oliveira. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações sobre a morte do brigadista Sidiney seguem em andamento por meio de uma força-tarefa composta pela 84ª Delegacia de Polícia de Formoso do Araguaia e pela 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi (veja a nota completa abaixo). Pedido de federalização do assassinato Em abril de 2025, a família do brigadista entregou pedido de federalização do caso ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a abertura da 1ª Edição da Semana Nacional de Saúde, na região da Ilha do Bananal. Porém, segundo Cleide de Oliveira a solicitação foi indeferida. “Entregamos uma cópia de um pedido de federalização feito pelo Ibama, em que não sei explicar o motivo pelo qual esse pedido foi realizado. Mas não foi aceito ou não, acharam que não houvesse necessidade, mas não fomos informados o motivo”, afirmou a irmã. Em julho de 2024, o Ibama também chegou a pedir a federalização do caso junto ao Ministério da Justiça. O g1, na época, questionou o Ministério da Justiça sobre o pedido, mas não teve resposta. O Ministério voltou a ser questionado nesta segunda-feira (11), mas não respondeu até a última atualização desta reportagem. Pilar da família Casado e pai, Sidiney de Oliveira era ambientalista e brigadista experiente contratado do programa Prevfogo. Ele atuava no combate a incêndios florestais, em defesa da região da Ilha do Bananal e dentro dos territórios indígenas do Parque Nacional do Araguaia. Conforme Cleide, o irmão era o pilar e o suporte da família. “Ele era muito alegre, o tempo todo, muito carinhoso, ele gostava de estar presente em tudo, amava a profissão dele e queria cuidar de tudo, o meu irmão amava ser brigadista era a vida dele”. Sidiney nasceu em Crixás (GO), mas morava no interior do Tocantins com a família, e era o filho mais velho entre quatro irmãos. O brigadista deixou quatro filhos e a esposa, segundo a irmã. “Quando meu irmão foi morto ele não sabia que seria pai novamente, a esposa dele estava grávida, mas não sabia, e após o crime que descobrimos. Ela [esposa], não aguentou morar na mesma casa que eles viviam e foi embora daqui [cidade]”, relatou. LEIA MAIS: Irmã de brigadista do Ibama morto na porta de casa entrega pedido de federalização do caso para o ministro Dias Toffoli, do STF O que se sabe sobre assassinato de brigadista do Ibama morto a tiros na porta de casa no Tocantins Relembre o crime No dia do crime, Sidiney de Oliveira foi encontrado caído pela irmã. Ela relatou ter ouvido duas ”explosões” e ao chegar à porta da casa viu um homem caído perto do portão. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação apontou que a arma utilizada foi uma espingarda cartucheira. Os tiros foram disparados de uma casa abandonada que fica em frente ao local que o brigadista estava. Um vizinho relatou à polícia que antes de amanhecer, viu uma motocicleta parada na esquina. Nela estava um homem de jaqueta e capacete observando o local. Brigadista do Ibama é assassinado na Ilha do Bananal; saiba mais Íntegra da nota da Secretaria da Segurança Pública A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) informa que seguem em andamento as investigações sobre a morte do brigadista Sidiney de Oliveira Silva. Os trabalhos estão sendo conduzidos por uma força-tarefa composta pela 84ª Delegacia de Polícia de Formoso do Araguaia e pela 3ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi. Estão sendo realizadas diversas diligências e representações, além da oitiva de possíveis testemunhas. A SSP/TO reforça que todos os esforços estão sendo empregados para a completa elucidação do caso. Mais informações serão divulgadas em momento oportuno. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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