O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial do Brasil caiu de 52,6 pontos em abril para 49,1 em maio, informou nesta sexta-feira, 1º de junho, a S&P Global. Resultados abaixo de 50 pontos indicam retração na atividade.
Em nota, a diretora associada de Economia da S&P Global, Pollyanna de Lima, enfatizou que o resultado em maio representou um período “difícil” para os fabricantes, já que o impulso inicial observado no setor em abril acabou.
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“Houve uma queda acentuada nos novos pedidos para exportação, o que contribuiu para mais uma queda nas vendas gerais e indicou que os clientes não estão mais buscando aumentar seus estoques de segurança”, destacou Pollyanna de Lima.
Segundo ela, as pressões inflacionárias – amplificadas com o conflito no Oriente Médio – e as consequentes restrições orçamentárias estão contribuindo para a retração da demanda.
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Lima considera que, diante de um dos maiores aumentos nos custos de insumos em mais de cinco anos, os fabricantes brasileiros aumentaram “acentuadamente” seus próprios preços no mês e reduziram as compras de insumos.
Apesar do cenário desafiador, segundo ela, os produtores de bens mantiveram-se otimistas, na aposta de uma resolução para a guerra no Oriente Médio em breve, o que, acreditam, apoiará suas operações. “As empresas também preveem condições econômicas mais estáveis após as eleições presidenciais”, acrescenta.
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